HELDER BRUNO é o novo fenómeno da música portuguesa

Helder Bruno é o novo fenómeno da música portuguesa!

A reação do público tem sido arrebatadora.

É assim desde a primeira apresentação.

 

O álbum «A Presença, serena e terna» sairá em 2018. Mas o melhor, diz quem tem assistido, “é mesmo ao vivo”. “É algo inexplicável”. “Estou ansiosa para que saia o álbum”, diz uma das mensagens recebidas. Foi assim, nos dias 7 e 8 de setembro, no Teatro Ibérico, na Freguesia do Beato, em Lisboa. Uma vez mais, a reação do público presente nas duas noites foi arrebatadora (compositor, músicos, técnicos, produção) e o que vem sendo hábito desde que o espetáculo está na estrada (junho de 2016): “é sempre tudo tão intenso… uma reação bastante entusiástica e emotiva, que nos deixa sem saber bem o que aconteceu”, diz Helder Bruno.
«A Presença, serena e terna», uma suite com 12 peças compostas e orquestradas por Helder Bruno, para piano, quarteto de cordas e soprano, apresentou-se no Teatro Ibérico com Helder Bruno, ao piano e na direção musical e artística, o BLOSSOM QUARTET, com Maria Kagan e Tünde Hadady nos violinos, Rogério Monteiro na viola d’arco, Feodor Kolpashnikov no violoncelo, o soprano Mafalda Camilo e as fotografias de Lieve Tobback. O cantor Nuno Guerreiro, que participou também na gravação do álbum, foi o convidado especial destes espetáculos. As composições e as orquestrações merecem ser escutadas e sentidas pelo que, segundo o compositor, “a escolha dos intervenientes foi muito importante para alcançar o resultado sónico e estético que pretendo”. Desde logo, Nuno Guerreiro, que preconizou mesmo um dos momentos altos dos espetáculos: a  sua prestação foi notável, até porque a composição adequa-se perfeitamente ao seu perfil vocal, estético e artístico. O soprano Mafalda Camilo não lhe ficou atrás: foi uma verdadeira revelação, que trouxe a serenidade e a ternura que o espetáculo pretende alcançar. A sua presença, aliada às suas características vocais, remetem-nos para o imaginário feérico e mágico que o compositor Helder Bruno pretender estabelecer nesta suite. O quarteto de cordas esteve ao melhor nível. As composições e as orquestrações exigem coesão e articulação entre os músicos do quarteto, desde logo, e, depois, com todo o ensemble. Mais uma vez, os elementos e o vocabulário selecionado por Helder Bruno para esta suite exigiram um trabalho muito rigoroso e consistente por parte dos músicos,quer em termos técnicos, quer em termos estéticos e interpretativos. Para unificar o conceito, as fotografias de Lieve Tobback surgem como ilustrações das paisagens sonoras das composições de Helder Bruno.
A reação e o acolhimento do público tem sido de tal forma positiva que tem “superado as melhores expetativas”, refere Helder Bruno: “há pessoas que têm assistido a todos os concertos, outras a quase todos. E mesmo aqui, no Teatro Ibérico, houve quem viesse aos dois espetáculos”. Nas redes sociais consegue-se constatar o efeito causado nas pessoas pela música de Helder Bruno e pelo espetáculo: “é uma verdadeira experiência dos sentidos, que nos remete para uma dimensão de felicidade e bem-estar; é um momento de elevação”, como já alguém disse.
Por tudo isto, Helder Bruno é um nome a reter e a seguir. Com muita atenção.
“Hélder,

Só uma breve nota para te dar os parabéns pelo concerto.

Foi um prazer ouvir a música que fizeste com mais atenção. Achei as linhas melódicas muito bonitas, com espaço para respirarem e se consolidarem. Assim que uma ideia estava consolidada, aparecia uma modulação, uma mudança de textura, qualquer elemento de surpresa que dava uma nova cor. Os elementos minimalistas estavam muito bonitos, muito bem usados e sem criarem a saturação que às vezes vemos na música minimalista. As harmonias que usas por exemplo na música com o Nuno Guerreiro são lindíssimas, e as dissonâncias resolvem muito naturalmente e de forma muito bonita. Algumas músicas tuas, como a que tu tocaste no final antes dos encores, já me tinham ficado no ouvido e assim ficarão.

Enfim, tudo muito bem feito, que mostra o grande talento e o grande conhecimento que tens. Usas ingredientes diversos e de menor ou maior complexidade e tornas tudo muito fluido e natural.

Os meus parabéns e quando estiver cá fora o álbum, por favor avisa.

Um abraço,
Pedro Júdice”

“Hélder Bruno,

Com certeza que nunca é de mais valorizar a tua qualidade como pianista e compositor (neste âmbito, não sendo um conhecedor, sou amante do que é belo e a tua intervenção foi notável). Permito-me, ainda, valorizar o conjunto do espetáculo que concebeste, promoveste, dirigiste e foste parte determinante.

Reúno, na avaliação, um conjunto de características que, por serem aparentemente contraditórias, ainda mais valorizam o espetáculo: vibrante mas sereno, emocionante mas relaxante. Parabéns.

O meu único lamento é o facto de não poderem ter usufruído do teu espetáculo, pelo menos 1.000 pessoas. No futuro, assim será.

Forte Abraço Fraterno

José Manuel Moreira”